sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A cultura capitalista gerou uma sociedade individualista, cética no trabalho cooperativo e coletivo. É difícil trabalhar nos grupos a idéia de socialização do conhecimento. Nesse sentido o esforço conjunto tanto dos grupos em formação quanto da própria equipe de assessoria é imenso e deve ser constante para reverter esse quadro que impregnou a consciência dos indivíduos de forma a transformar o outro em rival, nunca em aliado. É preciso administrar as diferenças, não renegando suas aspirações individuais, mas realizando seus desejos de forma conjunta, em cooperação. O associativismo viabiliza maior participação e cria espaços de diálogo entre a sociedade organizada e o poder público.
É fundamental para o desenvolvimento de um município apoiar e valorizar as instituições já existentes ou estimular a criação de novas. Priorizando o atendimento coletivo, ele pode auxiliar a sociedade a se articular.
O associativismo pode partir da criação de um programa municipal de incentivo a entidades, com assistência técnica, administrativa e tecnológica.

Associações: são sociedades civis sem fins lucrativos, que funcionam como organização permanente e democrática, por meio da qual um grupo de pessoas ou de entidades busca determinados interesses comuns, sejam eles econômicos, sociais, filantrópicos, científicos, políticos ou culturais;

O desenvolvimento local, na visão de Zapata et al, (2004), pressupõe um novo paradigma de desenvolvimento sustentável de base territorial que se orienta por resultados em quatro dimensões interligadas. Que são:

· Ambiental: Compreensão do meio como ativo de desenvolvimento, considerando o

princípio da sustentabilidade em qualquer opção transformadora;

·Econômico: resultados econômicos com adequados níveis de eficiência pela capacidade de usar e certificar fatores produtivos endógenos para gerar oportunidades de trabalho e renda, fortalecendo a economia local e integrando as unidades familiares;

· Político-institucional: Novas institucionalidades que, por meio da expressão política e

com participação dos atores sociais, permitem a construção de políticas territoriais que

gerem um entorno inovador favorável às transformações da economia local, o resgate da

cidadania e do desenvolvimento de práticas de governança;

· Social: participação das pessoas nas estruturas de poder que possibilitem a inclusão,

inserção social e participação e repercutam na saúde, na alimantação, na educação, no saneamento básico, nos transportes, na assistência social; ou seja, ações que repercutam na qualidade de vida.

A agricultura familiar em pequenas áreas tem sobrevivido aos modelos agrícolas modernos graças à sua persistência e sua lógica de produção, e há consenso de que essa categoria é carente de políticas públicas específicas para desempenhar seu papel no desenvolvimento da economia agrícola. Embora os produtores familiares sejam fornecedores de alimentos e de mão-de-obra, trabalhem integrados com agroindústrias e contribuam para a economia local, muitos deles não usufruem de assistência que possibilitariam maior êxito em seus negócios. A melhoria da qualidade de vida dos pequenos agricultores no campo é influenciada pelas ações conjuntas entre a comunidade rural e urbana. E hoje com a implantação da feira semanal de horti-fruti em Rio Paranaíba, está aberto um campo bastante promissor para desenvolvimento do nosso projeto vinculado ao PROLE que visa idéias e atitudes empreendedoras que possibilitem uma melhor qualidade de vida a todos os envolvidos.

Marcus V. Andrade

FONTES:

· IAE: Instituto de Economia Agrícola

· EMATER: Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural

· IAPAR: Instituto Agronômico de Paraná

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